NEGÓCIO SEM COMPLICAÇÃO

Vale a pena ser MEI em 2025? Veja o que mudou nas regras e tributos

MEI 2025 mantém regras, mas ajuste do DAS acompanha o salário mínimo. Veja limites de faturamento, cuidados e vantagens da formalização.

AGENCIA BRASIL

Empreendedor faz contas; ser MEI em 2025 continua vantajoso com poucas mudanças nas regras

Publicado em 28/8/2025 - 8h30

Em 2025, ser Microempreendedor Individual (MEI) continua sendo uma opção vantajosa para quem deseja formalizar um pequeno negócio. Com custo reduzido, emissão de CNPJ no mesmo dia e acesso a benefícios previdenciários, o regime segue como uma das principais portas de entrada para microempreendedores em todo o país.

Apesar de não haver mudanças significativas nas regras ou tributos, o ajuste anual no valor do DAS MEI, baseado no salário mínimo 2025, é a principal atualização deste ano.

"Não tiveram grandes mudanças em 2025. A única alteração foi a que acontece todos os anos: com a mudança do salário mínimo, o valor pago pelo MEI também evolui, visto que o encargo é calculado sobre o salário", explica Fernando José, líder contábil da Agilize Contabilidade, em entrevista ao Economia Real.

Ainda assim, é preciso atenção aos limites do MEI. O faturamento anual máximo e a possibilidade de contratar apenas um funcionário exigem planejamento para evitar problemas com a Receita Federal.

Além disso, o erro mais comum entre microempreendedores é deixar de cumprir obrigações, como o pagamento mensal do DAS MEI, que pode se acumular e gerar dificuldades financeiras.

O principal erro é o MEI deixar de lado as obrigações, como por exemplo o recolhimento dos encargos mensais. Quando percebe, já acumulou muitos meses e acaba ficando sem recursos para a quitação. O MEI precisa sim de uma orientação contábil para entender suas obrigações", reforça o especialista.

divulgação

Fernando José, líder contábil da Agilize Contabilidade

Para quem pensa em se formalizar agora, é importante entender que o MEI oferece mais do que burocracia: trata-se de segurança jurídica e de benefícios financeiros relevantes.

"Continuar atuando como pessoa física pode resultar em uma carga tributária de até 27,5%, caso a Receita identifique os rendimentos como tributáveis. Felizmente, com a chegada de ferramentas online voltadas especificamente para esse público, o processo de formalização está cada vez mais rápido e acessível, reduzindo as barreiras de entrada para quem quer empreender de forma estruturada", conclui o especialista.

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