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Imposto de Renda começa na segunda-feira (23) e pede atenção dos contribuintes brasileiros
REDAÇÃO
redacao@economiareal.com.brPublicado em 20/3/2026 - 12h00
Atualizado em 23/3/2026 - 7h00
O prazo para entrega da declaração do Imposto de Renda 2026 começa nesta segunda, dia 23 de março, e vai até 29 de maio, com pagamento das restituições a partir de 29 de maio. A Receita Federal do Brasil informou que cerca de 80% dos contribuintes devem receber os valores até 30 de junho.
A abertura do prazo ocorre em um cenário de maior rigor no cruzamento de dados e avanço na digitalização dos sistemas fiscais. Isso aumenta a necessidade de atenção tanto por parte dos contribuintes quanto das empresas responsáveis por fornecer informações, como informes de rendimento.
Para Ricardo Hiraki, sócio fundador da Plano Fintech e especialista em educação financeira, erros nessa etapa podem ter impacto relevante. "A restituição não depende só do contribuinte. Empresas têm um papel importante na qualidade das informações. Quando há erro no informe, isso pode gerar inconsistência, atrasar restituições e até levar o contribuinte à malha fina", afirma.
De acordo com a Receita Federal, divergências entre os dados informados pelos contribuintes e aqueles enviados por empresas estão entre os principais motivos de retenção em malha fina.
Esse cenário coloca as empresas no centro do processo, especialmente aquelas que lidam com folha de pagamento, distribuição de lucros e prestação de serviços financeiros.
Além do impacto fiscal, há também reflexos na relação com clientes e colaboradores. "Quando a informação chega errada, o problema não fica só no CPF. O contribuinte associa o erro à empresa, o que afeta confiança e relacionamento", explica Hiraki.
Especialistas recomendam que a preparação para o Imposto de Renda 2026 comece antes mesmo da abertura do prazo. A organização de documentos e a conferência das informações são etapas fundamentais para evitar erros.
Entre as principais recomendações estão:
A atuação preventiva pode reduzir riscos fiscais e melhorar a experiência de quem depende das informações para declarar o Imposto de Renda.
Além disso, empresas que estruturam bem esse processo conseguem reduzir retrabalho e fortalecer sua imagem institucional. "Existe um ganho operacional e também de posicionamento. Quem entrega informação correta e no prazo passa mais segurança para clientes e parceiros", comenta Hiraki.
Por outro lado, a falta de organização pode gerar custos adicionais. "O custo de corrigir depois é sempre maior do que fazer certo desde o início", diz.
Ao integrar a gestão fiscal ao planejamento financeiro, empresas conseguem transformar uma obrigação em uma vantagem competitiva. "Não é só sobre cumprir uma exigência. É sobre organizar processos e reduzir riscos em uma área sensível para qualquer negócio", conclui.
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