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Carnes expostas em açougue; especialistas mostram dicas para economizar na compra da carne
REDAÇÃO
redacao@economiareal.com.brPublicado em 9/4/2026 - 7h00
Com o preço da carne em alta, muita gente ainda acredita que só os cortes mais nobres asseguram sabor e qualidade na refeição. Mas essa percepção pode pesar, e muito, no bolso. Especialistas explicam que é possível substituir a picanha e outros cortes caros por opções mais acessíveis, sem perder qualidade no prato.
Um dos principais erros começa antes mesmo de chegar ao açougue: a falta de planejamento. "Ir ao mercado sem cardápio faz com que o consumidor compre cortes ou quantidades desnecessárias", afirma Viviane Luiz de Melo, professora de Nutrição da Faculdade Anhanguera de Uberlândia.
Segundo a docente, a escolha automática por carnes consideradas "nobres", como picanha e filé mignon, também contribui para aumentar o gasto no dia a dia. Outro ponto de atenção está na comparação de preços.
Muitas pessoas não avaliam corretamente o valor por quilo em carnes com osso ou em bandejas já porcionadas, que podem parecer mais práticas, mas embutem custos adicionais.
Sim! E, em muitos casos, com ótimo resultado. "Cortes como acém, músculo e paleta são ricos em sabor e colágeno, podendo até ter valor nutricional superior, com mais ferro e zinco", explica o nutricionista Jorge Pinho, professor do Centro Universitário Internacional (Uninter).
Viviane reforça que a técnica de preparo faz toda a diferença: "É possível fazer um excelente assado com peito bovino ou substituir o patinho por miolo de acém ou paleta em carnes de panela", afirma.
A professora também destaca opções como coxão mole ou duro para bifes e fraldinha para grelha, com custo menor em comparação à picanha. A diferença está no modo de preparo.
Cortes dianteiros, por exemplo, tendem a ser mais firmes e exigem cozimento mais lento ou o uso de panela de pressão para alcançar maciez.
Além da escolha do corte, pequenas técnicas ajudam a melhorar o resultado final. Selar a carne antes do cozimento, por exemplo, intensifica o sabor e preserva a suculência.
Já métodos como marinadas com ingredientes ácidos ou enzimas naturais (presentes em frutas como abacaxi e mamão) ajudam a amaciar a carne.
De acordo com Pinho, adaptar o método de preparo é essencial: "O segredo é trocar a grelha por cozimentos longos em fogo baixo quando se trata de cortes mais rígidos".
Outra estratégia importante está no armazenamento. Comprar peças maiores em promoção e dividir em porções pode reduzir custos ao longo do mês. "O ideal é embalar bem, retirar o ar e evitar o recongelamento, que compromete a qualidade da carne", orienta Viviane.
Além disso, combinar a carne com outros ingredientes, como legumes, soja ou lentilha, pode aumentar o rendimento das refeições e reduzir o custo por porção: uma alternativa simples e eficiente para quem quer economizar sem abrir mão da alimentação.
No fim das contas, gastar menos com carne não significa abrir mão de qualidade, mas sim fazer escolhas mais estratégicas no mercado e na cozinha.
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