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Veja qual remédio ficou mais caro após nova alta da inflação oficial

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Remédios espalhados em superfície

Remédios espalhados em superfície; veja qual remédio ficou mais caro desde o começo do ano

Publicado em 13/3/2026 - 12h00

A alta da inflação, que fechou o mês de fevereiro com crescimento de 0,70%, também foi percebida na maioria no preço dos remédios. Dos 14 grupos analisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), 11 apresentaram crescimento nos dois primeiros meses de 2026.

No acumulado do ano, os produtos farmacêuticos em geral registraram alta de 0,53%, segundo os dados divulgados na quinta (12). Ainda que o aumento médio pareça moderado, algumas categorias de medicamentos tiveram reajustes mais expressivos.

O maior avanço foi observado nos medicamentos dermatológicos, que ficaram 1,89% mais caros no período. Em seguida aparecem os oftalmológicos, com alta de 1,18%, e os analgésicos e antitérmicos, usados para dor e febre, que subiram 1,16%.

Remédios que mais subiram em 2026

Os dados do IPCA mostram que a alta atingiu diferentes categorias de medicamentos. Veja a variação registrada ao longo de 2026:

  • Dermatológicos: +1,89%
  • Oftalmológicos: +1,18%
  • Analgésico e antitérmico: +1,16%
  • Neurológico: +1,12%
  • Antigripal e antitussígeno: +0,92%
  • Antialérgico e broncodilatador: +0,89%
  • Psicotrópico e anorexígeno: +0,64%
  • Gastroprotetor: +0,51%
  • Anti-infeccioso e antibiótico: +0,44%
  • Antidiabético: +0,40%
  • Anti-inflamatório e antirreumático: +0,03%

Esses aumentos refletem a variação de preços observada em farmácias e estabelecimentos de saúde monitorados pelo IBGE no cálculo da inflação oficial.

Alguns medicamentos tiveram queda de preço

Apesar da alta registrada na maioria dos grupos, alguns medicamentos apresentaram queda de preço nos dois primeiros meses do ano.

As vitaminas e fortificantes tiveram recuo de 0,02%, enquanto os medicamentos hormonais caíram 0,01%. A maior redução foi registrada entre os hipotensores e hipocolesterolêmicos, usados para controle da pressão e colesterol, com queda de 0,38%.

Inflação também impacta gastos com saúde

O comportamento dos preços dos medicamentos é influenciado por fatores como custos de produção, distribuição, variação cambial e políticas de reajuste do setor farmacêutico.

Mesmo pequenas variações podem pesar no bolso das famílias, especialmente para quem precisa usar remédios de forma contínua. Por isso, especialistas recomendam pesquisar preços entre farmácias, comparar marcas e considerar medicamentos genéricos, que costumam ter valores mais acessíveis.

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