DESENROLA BRASIL

Trabalhadores CLT já podem usar FGTS para pagar dívidas; veja como

MARCELLO CASAL JR./AGÊNCIA BRASIL

Cédulas de real

Cédulas de real; trabalhadores CLT já podem utilizar recursos do FGTS no programa Desenrola

REDAÇÃO (COM AGÊNCIA BRASIL)

redacao@economiareal.com.br

Publicado em 2/6/2026 - 6h20

Trabalhadores brasileiros já podem usar parte do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para renegociar dívidas em atraso no Novo Desenrola Brasil. A medida cria uma nova alternativa para quem busca reorganizar as finanças e sair da inadimplência.

Na prática, a modalidade permite usar recursos do FGTS para reduzir ou quitar débitos com bancos e instituições financeiras, como cartão de crédito, cheque especial e Crédito Direto ao Consumidor (CDC).

Segundo o governo federal, a expectativa é movimentar até R$ 8,2 bilhões em recursos do fundo por meio do programa, de acordo com estimativas do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

O Ministério da Fazenda, responsável pela coordenação do Desenrola Brasil, afirma que a medida busca reduzir os índices de inadimplência entre trabalhadores formais e ampliar as condições de renegociação de dívidas.

Quem pode usar o FGTS no Desenrola Brasil

A nova modalidade, chamada por integrantes do governo de "Desenrola 2.0", é destinada a trabalhadores formais com renda mensal de até cinco salários mínimos, o equivalente a R$ 8.105 em 2026. Além da renda, existem critérios relacionados ao débito, pois  oprograma contempla dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026, com atraso entre 91 dias e 720 dias (cerca de dois anos).

Entram na lista dívidas ligadas a: cartão de crédito; cheque especial; e Crédito Direto ao Consumidor (CDC).

Ao aderir ao programa, o trabalhador poderá usar até 20% do saldo do FGTS ou R$ 1 mil, prevalecendo o maior valor, para amortização (redução parcial da dívida) ou quitação total do débito. O saldo disponível já pode ser consultado no aplicativo oficial do FGTS.

Tanto contas ativas quanto inativas poderão ser utilizadas, embora o sistema dê prioridade ao uso das contas inativas.

O que o Desenrola Brasil oferece na renegociação

Para facilitar a regularização financeira, o programa prevê condições diferenciadas para trabalhadores inadimplentes. Entre os benefícios anunciados estão: desconto de até 90% sobre o valor da dívida; juros limitados a 1,99% ao mês; parcelamento entre 12 e 48 meses; possibilidade de consolidar débitos em uma única operação.

Segundo o Ministério da Fazenda, quem optar pelo uso do FGTS terá suspensão temporária de novos saques anuais e da antecipação do saque-aniversário até recompor o saldo utilizado.

Como aderir ao Novo Desenrola Brasil

O primeiro passo é autorizar, no aplicativo do FGTS, o acesso das instituições financeiras ao saldo disponível. O procedimento exige login com CPF e senha da conta Gov.br.

Após a autorização, o trabalhador deve procurar o banco ou a instituição financeira onde possui a dívida para solicitar adesão ao programa.

Os bancos terão acesso ao saldo do FGTS por até 90 dias para análise das condições. A renegociação não exige comparecimento presencial a agências da Caixa Econômica Federal.

Segundo o governo, o prazo estimado para formalização online da operação é de até 30 dias após a consulta do saldo disponível. Depois da renegociação, a Caixa, responsável pela administração dos recursos do fundo, faz a transferência dos valores diretamente às instituições responsáveis pelos contratos renegociados.

Leia mais sobreFGTSFinançasRenda
comentáriosComente esta notícia

Últimas notícias

Comentários

Política de comentários

Este espaço visa ampliar o debate sobre o assunto abordado na notícia, democrática e respeitosamente. Não são aceitos comentários anônimos nem que firam leis e princípios éticos e morais ou que promovam atividades ilícitas ou criminosas. Assim, comentários caluniosos, difamatórios, preconceituosos, ofensivos, agressivos, que usam palavras de baixo calão, incitam a violência, exprimam discurso de ódio ou contenham links são sumariamente deletados.

Leia também

Economia Real