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Pessoas seguram cartão; entenda as mudanças nas operações rotativas do cartão de crédito
REDAÇÃO
redacao@economiareal.com.brPublicado em 25/5/2026 - 6h00
O crédito rotativo do cartão de crédito passou por mudanças importantes em 2026. A nova regra limita os juros e encargos cobrados pelos bancos e tenta reduzir o chamado "efeito bola de neve", que fazia as dívidas crescerem rapidamente ao longo dos meses.
"Desde o início do ano, a principal regra do rotativo estabelece que juros e encargos não podem superar 100% do valor original da dívida", diz Alberto Friggi, especialista em crédito estruturado e sócio-fundador da Friggi&Secco.
A mudança começou a valer com base na Lei 14.690/2023 e estabeleceu um teto para o valor total da dívida no rotativo do cartão. Na prática, a nova regra cria um limite para o crescimento da dívida.
Se o consumidor deve R$ 1 mil, o total máximo a pagar, somando principal e juros, será R$ 2 mil", explica Friggi.
Antes da mudança, consumidores podiam acumular débitos muito superiores ao valor inicial devido aos juros elevados do rotativo, considerados entre os mais altos do mercado financeiro brasileiro. Agora, mesmo com atraso prolongado, o valor final da cobrança fica limitado ao dobro da dívida original.
O rotativo entra em ação quando o consumidor paga apenas parte da fatura ou não consegue quitar o valor total até a data de vencimento. Nessa modalidade, o saldo restante passa a receber juros elevados, o que costuma acelerar o crescimento da dívida.
Apesar da limitação criada em 2026, especialistas alertam que o rotativo continua sendo uma das formas de crédito mais caras disponíveis no mercado.
Segundo Friggi, o principal cuidado continua sendo evitar o uso frequente do rotativo: "Para evitar que a dívida do cartão de crédito cresça rapidamente, o consumidor deve pagar sempre o valor total da fatura até o vencimento, evitar ao máximo o crédito rotativo e parcelar a fatura se não puder quitar o total".
Ele também destaca a importância do controle financeiro no uso do cartão de crédito. "O controle rigoroso dos gastos e o planejamento financeiro são essenciais para evitar que o limite do cartão seja tratado como uma extensão do salário", alerta.
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