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Aspirador suga notas de dólar; especialista lista cinco dicas práticas para organizar as finanças
REDAÇÃO
redacao@economiareal.com.brPublicado em 27/3/2026 - 8h00
Ter uma boa renda não é garantia de organização financeira. Para muitos brasileiros, o problema não está em quanto se ganha, mas em como o dinheiro é utilizado ao longo do mês. A sensação de que o salário "desaparece" rapidamente é mais comum do que parece e tem explicação.
Para Ricardo Hiraki Maila, sócio-fundador da Plano e especialista em educação financeira, esse cenário reflete um problema estrutural. "A maioria aprende depois de errar. Quando a educação chega tarde, ela deixa de ser prevenção e vira tentativa de correção", afirma.
Segundo ele, uma das frases mais comuns entre quem busca ajuda é: "Ganho bem, mas nunca sei para onde o dinheiro vai". A explicação, no entanto, é direta: falta organização. "Organização financeira não é sobre complexidade. É sobre entender o fluxo do dinheiro e decidir melhor a partir disso", diz.
O impacto da desorganização financeira não se limita às famílias. No ambiente corporativo, o problema também aparece. Estudos da PwC mostram que dificuldades financeiras estão entre as principais causas de estresse entre trabalhadores, afetando produtividade e desempenho.
"Quando o colaborador está pressionado financeiramente, isso se reflete no trabalho. Ignorar isso é ignorar um fator que impacta resultado", afirma Maila.
Para evitar que o dinheiro "desapareça", algumas ações práticas podem fazer diferença imediata no controle do orçamento.
Apesar do avanço do tema, a educação financeira ainda não faz parte da rotina da maioria dos brasileiros. Para especialistas, a mudança começa com antecipação e disciplina.
"O ideal é que esse conhecimento chegue antes das decisões erradas. Quando isso acontece, o dinheiro deixa de ser um problema e passa a ser uma ferramenta", conclui. No fim das contas, ganhar bem ajuda, mas saber administrar é o que realmente faz o dinheiro sobrar.
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