TAPA NA CARA

O erro mais caro da liderança é acreditar que motivação basta

NATALIE PEDIGO/UNSPLASH

Equipe reunida em topo de montanha

Equipe reunida em topo de montanha; motivação não é suficiente para a liderança de uma equipe

Publicado em 28/8/2025 - 9h00

A crença de que motivação é o motor da performance ainda guia lideranças imaturas e decisões superficiais. Só que o que ninguém conta é que motivação não sustenta nada se o ambiente for confuso e o líder, inseguro. Performance não nasce de entusiasmo. Ela nasce de direção clara, ambiente confiável e maturidade na gestão.

Muitas vezes, o que se chama de "time engajado" é apenas um grupo iludido, trabalhando no limite, esperando reconhecimento que nunca chega e carregando um discurso de propósito que só funciona no papel.

Enquanto líderes repetem frases prontas sobre "cultura forte" e "gente no centro", o que se vê são pessoas se desdobrando para compensar processos falhos, metas ambíguas e decisões que nunca chegam.

O resultado? Burnout travestido de paixão. E pior: sustentado por um sistema que se recusa a mudar.

A diferença entre engajar e iludir está no que é combinado, sustentado e entregue. Um time engajado sabe o que está fazendo, por que está fazendo e o que pode esperar em troca. Há contexto, transparência, critério e consequência justa.

Um time iludido atua sem referência, à base de suposições. Vive esperando por reconhecimento que nunca vem. Produz no automático, no "vamos lá, pessoal!", sem entender de fato o que está construindo.

O que não é motivação

  • Não é euforia: é clareza de propósito com estrutura prática.
  • Não é grito de guerra: é previsibilidade no dia a dia.
  • Não é discurso bonito de CEO: é coerência entre o que se fala e o que se cobra.
  • Não é palestra inspiradora: é um sistema funcional.

A motivação real vem quando as pessoas sabem exatamente onde estão, para onde vão e o que precisam fazer para avançar. O resto é entretenimento corporativo.

Do que um líder maduro não abre mão

A liderança madura não ilude, não disfarça e não transfere responsabilidade. Ela sustenta.

  • Alinha expectativas sempre: reunião sem pauta é ruído, meta sem contexto é pressão burra. Time bom não adivinha, entende e executa.
  • Enfrenta decisões impopulares: maturidade é lidar com desconforto sem jogar a bomba no colo do time.
  • Dá nome aos conflitos: o que o líder não confronta, o time interpreta como permissão.
  • Cuida do clima sem ser refém da aceitação: ser confiável é mais importante do que ser querido.

Como líderes imaturos iludem o próprio time

  • Vendem "propósito" para compensar salário injusto.
  • Prometem crescimento sem ter estrutura para entregar.
  • Blindam pessoas tóxicas porque "entregam resultado".
  • Criam metas inalcançáveis e dizem que é "para desafiar".
  • Evitam feedbacks por medo de gerar desconforto.

Esses comportamentos criam um ambiente onde a motivação é fingida, a entrega é instável e a confiança se desfaz aos poucos.

A verdade sobre performance

Performance não nasce da motivação. Nasce da maturidade. Se o seu time só funciona quando está "motivado", você não tem um time de alta performance, tem um sistema emocionalmente dependente, instável e caro.

Pessoas entregam resultados quando têm clareza, estrutura e segurança para fazer o que precisa ser feito. O resto é distração. No fim do dia, o que move gente boa é coerência. E coerência você não compra com frases de impacto: você constrói com liderança adulta.

Se você se identificou com o que eu trouxe aqui, eu tenho um convite pra você.

As empresas que mais crescem não tratam a área de Pessoas como suporte. Tratam como estratégia. E é exatamente isso que vamos trabalhar na Imersão: Protagonista dos Resultados. Um encontro presencial desenhado para transformar a gestão de pessoas em alavanca real de crescimento.

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*As opiniões do colunista não refletem, necessariamente, o posicionamento do Economia Real.

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